
Contexto
O Museu da Pessoa é um dos primeiros museus digitais do mundo, pioneiro no uso da internet para preservar e compartilhar histórias de vida.
Apesar da relevância do acervo e do volume de iniciativas digitais, a presença do Museu evoluía de forma pouco coordenada. Produtos, canais, comunicação e marketing seguiam caminhos paralelos, com decisões descentralizadas e pouca consistência entre os pontos de contato. Isso limitava não só a evolução da experiência, mas também o potencial de crescimento e engajamento do público.
O desafio
A presença digital do Museu era fragmentada e pouco consistente.
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Canais operando sem narrativa unificada
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Variações de linguagem e identidade visual inconsistente
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Ausência de critérios claros de priorização
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Baixa integração entre tecnologia, design, comunicação e marketing
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Dificuldade em evoluir produto, canais e comunicação de forma coordenada
O que fizemos
Definição de uma visão integrada
Estruturei uma abordagem omnichannel baseada em quatro frentes:
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Mídia paga (Meta Ads, Google Ads, Google Grants e mídia offline)
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Mídia ganha (imprensa, influenciadores e parceiros)
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Mídia compartilhada (Instagram, Facebook, TikTok, LinkedIn, YouTube e Threads)
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Mídia própria (site, newsletters, blog e WhatsApp)
Cada canal passou a ter papel claro, linguagem adequada e conexão com uma narrativa única.
Evolução da plataforma digital
Redesenhamos a experiência da plataforma museudapessoa.org e criamos um Design System junto de um novo Brandbook, substituindo uma direção de arte marcada por excesso de informação e baixa acessibilidade. A nova identidade trouxe mais clareza, consistência e posicionou o acervo como centro da experiência.
Compreensão do público
Para entender melhor o público, estruturamos uma frente contínua de pesquisa. A partir de entrevistas, análise de comportamento e mapeamento de jornadas, identificamos três perfis predominantes:
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Educadores
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Pessoas em busca de entretenimento
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Pessoas que se conectam emocionalmente com histórias de vida
Esses perfis passaram a orientar decisões de produto, conteúdo e comunicação.
Cultura orientada a dados
Criei o GT de Growth, com encontros quinzenais e participação de diferentes áreas. Evoluímos de um painel inicial no Monday para uma estrutura completa com OKRs e dashboards no Looker, combinando métricas qualitativas e quantitativas. Com a efetividade das informações, diferentes áreas passaram a utilizar esses dados para tomada de decisão.
Impacto
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+37% na aquisição de novos públicos
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+24% em novos cadastros
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+18% em retenção
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+44% em novas histórias registradas
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+66% no tempo médio de permanência na plataforma
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+26% no uso da ferramenta de busca por acervo
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+108% de crescimento nas redes sociais
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+44% de crescimento da base de leads
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+29,8% de taxa de abertura em e-mail
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Exposições digitais com +227% de crescimento em visualizações
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Indicação ao Web Awwwards e centenas de feedbacks positivos.