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Museu da Pessoa

Reestruturação organizacional e criação da área de Produtos Digitais

Meu papel: Head de Produtos e Canais Digitais

Depois de liderar o time de tecnologia da organização com resultados consistentes, fui convidado a estruturar uma nova área que integrasse tecnologia, UX, design, marketing e comunicação (gestão de 11 pessoas).

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Contexto

 

O Museu da Pessoa é um dos primeiros museus digitais do mundo, pioneiro no uso da internet para preservar e compartilhar histórias de vida.

Quando assumi a liderança de produtos digitais, encontrei uma organização com enorme riqueza de conteúdo e propósito, mas com uma área digital fragmentada. Tecnologia, comunicação e design operavam de forma pouco integrada, com demandas chegando de todos os lados e o time vivendo em modo reativo.

A missão era clara: reorganizar a área, estruturar uma cultura de produto e transformar o digital em um eixo estratégico para a instituição com foco em ampliação de visibilidade.

O desafio

  • Ausência de liderança formal e papéis pouco definidos dentro da área

  • Demandas chegando de forma desorganizada, sem critérios claros de priorização

  • Retrabalho frequente e baixa previsibilidade de entregas

  • Desgaste da equipe, com histórico de burnout

  • Pouca integração entre tecnologia, design, comunicação e marketing

O que fizemos

Estruturei um time multidisciplinar com papéis claros. Implantamos um modelo de gestão ágil híbrido (Scrum + Kanban), com backlog contínuo, sprints semanais e rituais de alinhamento com diversos stakeholders.

 

Também estruturamos o ecossistema de ferramentas que sustentaria essa nova forma de trabalhar: Monday para visibilidade operacional, Slack para comunicação fluida e Looker para acompanhamento consolidado de métricas e indicadores.

Criamos ainda um funil claro de entrada de demandas, canais formais de bug report e rituais de co-criação para envolver o time nas decisões de priorização.

Ao mesmo tempo, passamos a trabalhar com OKRs e KPIs, trazendo dados reais para orientar o planejamento e as decisões de produto.

Além da reorganização operacional, também assumi a gestão completa do orçamento da área, envolvendo equipe interna, fornecedores estratégicos, mídia e contratação de novas tecnologias.

Impacto

À medida que os processos ficavam mais claros e as decisões mais transparentes, o time começou a sair do modo de sobrevivência e entrar em um ritmo de construção muito mais saudável. As entregas passaram a acontecer com previsibilidade, as discussões se tornaram mais objetivas e o senso de pertencimento começou a aparecer de forma natural.

 

Foi também quando a área digital deixou de ser vista como um gargalo e passou a ser convidada para apoiar outras áreas da organização na reorganização de seus próprios modelos de trabalho.

  • Cumprimento de 100% dos prazos acordados com outras áreas da instituição

  • Execução orçamentária com 100% de previsibilidade e alocação estratégica dos recursos, garantindo continuidade de operação, contratações-chave, licenças e fornecedores essenciais sem extrapolar limites definidos com a diretoria

  • Aumento consistente na previsibilidade e cadência das entregas

  • Nenhum novo caso de burnout

  • Zero turnover desde a implantação do novo modelo de trabalho

  • Consolidação da área digital como referência interna em organização e eficiência

  • Diagnóstico realizado por consultoria externa de cultura e clima confirmou avanços importantes em clareza de papéis, segurança psicológica e colaboração entre as pessoas.

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